Assassino de aluna da Unicamp agiu sozinho e tinha intenção de estuprar Sandy, diz Polícia Civil

Crime aconteceu no final de março em Limeira; homem confessou crime e continua preso, de acordo com delegado responsável pelo caso.

O jardineiro de 30 anos que confessou ter matado a estudante Sandy Andrade Santos, de 21 anos, aluna do campus da Unicamp em Limeira (SP), agiu sozinho e tinha a intenção de estuprar a jovem, segundo a investigação da Polícia Civil. O crime aconteceu no final de março. O corpo da universitária foi encontrado em uma trilha na região próxima à universidade e tinha cortes no pescoço.

Durante a apuração, devido às versões conflitantes que o suspeito apresentou ao confessar o crime, a polícia chegou a considerar que Sandy pudesse ter sido confundida com outra jovem e que existiria um mandante do homicídio. Após outra mulher ter dito que quase foi atacada pelo mesmo homem e com a reconstituição do assassinato, na última semana, a polícia descartou a hipótese de morte encomendada.

De acordo com o delegado William Marchi, o jardineiro matou Sandy quando tentava estuprar a universitária. A investigação aponta que o homem não chegou a cometer a violência sexual contra a jovem. Um laudo médico que ainda não ficou pronto deve comprovar essa informação, conforme o delegado.

O assassino confesso da estudante cumpre prisão temporária, que poderá ser convertida em prisão preventiva até que o caso seja encaminhado à Justiça. “Estamos esperando o resultado do laudo sobre a violência sexual e o do Instituto de Criminalística sobre a reconstituição para, depois, enviar o inquérito para o Fórum”, disse Marchi.

Solto há um ano

O homem que matou a estudante já tinha cumprido pena por estupro e estava solto há um ano, de acordo com a Polícia Civil. O suspeito foi preso no dia 3 de abril e confessou o crime. Sandy cursava o segundo ano de engenharia de manufatura na Unicamp de Limeira e foi encontrada morta em uma trilha próxima ao Parque Residencial Roland 2 na manhã do dia 31 de março.

De acordo com investigações, a jovem foi abordada pelo jardineiro depois que saiu de uma academia de ginástica na noite de 30 de março, a algumas quadras da universidade.

Protestos por segurança

Após o assassinato da estudante, os alunos da Unicamp de Limeira realizaram protestos e pediram mais segurança na cidade. As aulas chegaram a ser suspensas por 10 dias e só foram retomadas no último dia 11.

A Unicamp havia decretado luto de cinco dias, mas os universitários decidiram realizar uma paralisação para pressionar o poder público a atender a pauta de reivindicações dos alunos por mais segurança. Protestos e caminhadas com a participação de amigos e parentes de Sandy também foram realizados.

As reivindicações foram apresentadas em uma reunião entre representantes dos alunos e autoridades, entre eles o prefeito Mario Botion, após uma caminhada de protesto que reuniu duas mil pessoas em Limeira.

Entre as reivindicações estavam o aumento de policiamento e da iluminação na região do campus, implantação de delegacia 24 horas, linhas de ônibus que circulem dentro da faculdade, realização de campanha de conscientização de violência contra a mulher e reativação do centro comunitário no bairro.

De acordo com a Prefeitura de Limeira, a administração se comprometeu a discutir e colocar em um novo contrato com a empresa responsável pelo transporte coletivo na cidade a circulação de ônibus no FCA e melhorar a iluminação na região.

g1

18/04/2017

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