Casa onde menina de 12 anos sofreu estupro coletivo passa por perícia

Casa onde menina de 12 anos sofreu estupro coletivo passa por perícia

A Polícia Civil realizou nesta quinta-feira uma perícia na casa onde houve, há três semanas, um estupro coletivo, em Mesquita, na Baixada Fluminense. A vítima é uma menina de 12 anos, e o crime foi filmado e divulgado na internet. Os agentes chegaram à residência que fica na Rua Manoel Afonso, uma área plana de Edson Passos, conhecida por ter vários pontos de venda de drogas espalhados pelas ruas, por volta de 12h.

Um dos apontados como envolvido no crime mora na casa. A operação é realizada por agentes da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav) com o apoio de policiais da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD), e a perícia foi realizada pelos técnicos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE). O jovem que foi entregue a polícia pela mãe na última terã-feira não está no local, diz o Extra.

Todos os envolvidos no crime moram próximos ao local. A titular da Delegacia do Adolescente e Criança Vítima (Dcav), Juliana Emerique, pediu para que os responsáveis dos envolvidos entreguem seus filhos.

— Nós conclamamos os pais dos demais envolvidos para que também confiem na Polícia Civil assim como a mãe desse rapaz fez hoje — afirmou a delegada.

O vídeo exibe cinco homens violentando a menina. Três deles seriam menores de idade. Outro é maior, e a quinta pessoa ainda não foi identificada. O suspeito que se entregou é um dos adolescentes envolvidos. Ele se apresentou à 28ª DP (Campinho) e foi encaminhado à Dcav, mas não deve permanecer detido.

— Estamos avaliando. Ele está sendo ouvido. Não temos uma situação de flagrante. Por isso, temos que demandar ao Judiciário. Estamos em reunião com o promotor e o juiz — afirmou a delegada.

A vítima já foi incluída no Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAM), informou a Secretaria de Estado de Direitos Humanos.

Segundo o delegado, a Polícia Civil fez uma solicitação para o Facebook preservar todo conteúdo que mostra o ato contra a menina. Foi pedido o congelamento de duas páginas fechadas da rede social — assim, mesmo que as pessoas deletem as mensagens, os registros serão mantidos —, nas quais estavam sendo compartilhados o vídeo e comentários sobre ele. A Dcav pedirá que a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) dê apoio à investigação.

11/05/2017

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