Filho de líder comunitária morta na Cidade Alta também foi baleado por executor

Filho de líder comunitária morta na Cidade Alta também foi baleado por executor

A van onde estava a líder comunitária Glória Maria dos Santos Miccas, ao ser morta, em 8 de dezembro do ano passado, na Cidade Alta, em Cordovil, era dirigida por seu filho. O rapaz também foi atingido pelos disparos feitos pelo atirador, mas foi levado para o hospital e sobreviveu. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da capital. Glória foi assassinada horas depois de participar de uma reunião no 16º BPM (Olaria).

No encontro, a líder comunitária insinuou que os policiais do batalhão poderiam estar estar agindo para beneficiar uma das duas facções que disputavam a comunidade. Glória defendeu ainda a volta do Comando Vermelho (CV), que dominava o local até novembro de 2016, quando a favela foi invadida pelo Terceiro Comando Puro (TCP).

A líder comunitária trabalhava com vans e mototáxis e afirmou, no encontro, que não conseguia mais atuar na favela e nem mesmo voltar para casa após o TCP ter tomado o local. Na DH, já foram ouvidos policiais militares do Batalhão de Olaria, testemunhas do fato e parentes, incluindo o filho. O EXTRA entrou em contato com familiares de Glória, mas ninguém quis falar sobre o caso.

A corregedoria da PM está investigando se policiais do 16º BPM receberam propina das facções que disputam o domínio da Cidade Alta para beneficiá-las. Na última sexta-feira, nove policiais foram transferidos, suspeitos de terem recebido algum tipo de vantagem dos criminosos.

A corregedoria e a Polícia Civil investigam ainda um áudio que circula no WhatsApp e foi feito dentro de um caveirão do 16º BPM, no dia 18 de fevereiro deste ano. A gravação circula com uma denúncia de que os policiais do batalhão teriam recebido R$ 1 milhão para ajudar o TCP a retomar a favela.

12/05/2017

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