Forró Nu: Festa coloca casais para dançar sem roupa e causa polêmica

Um evento no interior da Bahia tem despertado a curiosidade – e o estranhamento – de muita gente. O “Forró Nu” é um arraial diferente e, ao invés de roupas típicas juninas, as pessoas dançam como vieram ao mundo: peladas. Essa já é a segunda edição do evento, marcado para o dia 17 de junho.

Para participar da festa é obrigatório deixar as roupas de lado e, ao som de um sanfoneiro, os casais podem aproveitar o arrasta e “ralar coxa”. O Forró acontece em Massarandupió, 93 quilômetros de Salvador, a única praia destinada à prática de naturismo no estado e os ingressos saem a R$ 80.

Apesar de pregar a liberdade, o forró tem algumas regras. Sexo dentro do salão é proibido e o quem for flagrado em um clima mais quente pode ser convidado a sair do local. Além disso, a entrada é permitida apenas para casais – crianças estão proibidas – e o evento segue o código de ética do naturismo, prática que defende um estilo natural, incluindo o nudismo.

No entanto, a festa tem causado polêmica – e não só na internet. Segundo reportagem do Correio 24 horas, a associação de naturismo da região, Associação Massarandupiana de Naturismo (Amanat), discorda do Forró Nu, pois acredita que a festa é de “caráter libidinoso” e estimula a prática de suingue.

“A experiência do forró nu de 2016 foi muito negativa para um povoado indefeso de 700 moradores. O nome de Massarandupió foi inconvenientemente tratado pelas redes sociais e imprensa, sendo que chegou a ser anunciado que o forró nu seria realizado na praia naturista ou até mesmo na praia de Massarandupió”, disse o presidente da associação em nota.

Ainda segundo o Correio, prefeitura avalia o pedido do sítio “Espaço Liberdade” – lugar em que a festa ocorrerá – para a realização do evento. O procurador do município de Entre Rios, onde a praia se localiza, alertou que o espaço precisa ser devidamente cercado para evitar o constrangimento da comunidade. “Se a festa for restrita e a documentação estiver ok, será liberada”, disse Brígido Neto.

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