Governo sírio nega acusação dos EUA sobre crematório em prisão

Governo sírio nega acusação dos EUA sobre crematório em prisão

O governo da Síria negou nesta terça-feira a acusação dos Estados Unidos de que teria construído um crematório em uma de suas prisões militares que poderia ser utilizado para se livrar de corpos de detidos. Em comunicado publicado pela agência de notícias estatal Sana, o Ministério de Relações Exteriores sírio disse que Washington tinha criado uma “história de Hollywood desprendida da realidade”.

Stuart Jones, secretário-assistente interino do Departamento de Estado americano para Assuntos do Oriente Próximo, disse na segunda-feira que autoridades acreditam que o crematório pode ser usado para dar fim a corpos na prisão de Sednaya, localizada ao norte de Damasco. Segundo relatos, o governo de Assad autorizou o enforcamento em massa de milhares de prisioneiros durante a guerra civil síria de seis anos, informa o Extra.

Em fevereiro, a Anistia Internacional (AI) afirmou que de 20 a 50 pessoas em média são enforcadas todas as semanas na prisão. Nos primeiros quatro anos da guerra síria, entre 5 mil e 13 mil pessoas teriam sido executadas, segundo a organização humanitária. O governo sírio também negou essa acusação.

A Anistia detalhou que as execuções aconteceram entre 2011 e 2015, mas que provavelmente ainda estavam acontecendo e sendo contabilizadas como crimes de guerra.

Em uma entrevista coletiva na segunda-feira, Jones mostrou imagens aéreas do que ele disse ser o crematório de Sednaya.

16/05/2017

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