Mônica Moura guardou promissória de calote recebido em 2002

Documento teria sido assinado pelo ex-governador potiguar Fernando Freire

Responsável pelas contas da produtora Polis, a empresária Mônica Moura, mulher do marqueteiro João Santana, guardou uma nota promissória assinada em 2002 por um cliente que deu um calote no casal. Eles fizeram a campanha de Fernando Freire, então no PMDB, à reeleição para o governo do Rio Grande do Norte, mas não conseguiram receber o total prometido. Freire está preso desde julho de 2015 por corrupção.

Mônica contou que o casal aceitou fazer a campanha a pedido do senador Garibaldi Alves (PMDB-RN). O candidato seria o ex-ministro Henrique Eduardo Alves (PMDB), mas ele desistiu e Freire disputou. Mônica contou que recebeu pagamento via caixa 2 por meio de salas comerciais em Natal e que o restante nunca foi pago, atesta o G1.

“Narra a colaboradora que o candidato originário para a campanha do Rio Grande do Norte era Henrique Eduardo Alves, mas, em seguida, foi indicado Fernando Freire. Relata que em Natal recebeu parte do pagamento em salas comerciais (três unidades da empresa “Capuche”) e Fernando Freire assinou uma nota promissória que nunca foi paga. Mônica Moura informa ter documentos referentes a essas salas e guardar a referida nota promissória”, relata a Procuradoria-Geral da República em petição na qual requer o encaminhamento do caso à Justiça do Rio Grande do Norte.

Fernando Freire já foi condenado por desvio de recursos dos cofres públicos quando foi governador no escândalo que ficou conhecido como “Máfia dos Gafanhotos”. Ele foi detido em julho de 2015 em Copacabana, no Rio.

12/05/2017

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