Ossadas são encontradas em cemitério clandestino em área de mangue 

Exames podem identificar os corpos.

Ao menos quatro ossadas humanas foram encontradas por policiais militares em um cemitério clandestino localizado às margens do Rio Paranhos, em Cubatão, no litoral de São Paulo, na tarde de quarta-feira (10). A Polícia Civil iniciou as investigações para poder identificar as vítimas e, eventualmente, também quem as matou.

O local em mangue e próximo à comunidade da Vila Esperança pode ser o mesmo onde cinco ossadas já tinham sido achadas, em julho de 2016. Naquela ocasião, a localização da área repercutiu por, entre os corpos encontrados, estar o de um investigador da Polícia Civil de Santos (SP), até então desaparecido após um sequestro, diz o G1.

Desta vez, uma denúncia levou equipes do patrulhamento marítimo da Polícia Militar Ambiental e do 21º Batalhão da PM, responsável pela cidade, até a área de mata fechada, próximo à Rodovia dos Imigrantes e acessível somente por meio de embarcações. O terreno estava encharcado e a terra revirada, evidenciando as covas.

“Foram ao menos quatro cadáveres encontrados em avançado estado de decomposição. Todos foram recolhidos pelo Corpo de Bombeiros, após perícia realizada pela Polícia Científica, e encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML)”, informou o capitão Marcelo Medina, comandante da Companhia Marítima da PM Ambiental.

Em meio ao terreno de mangue, parte dos ossos já estava exposto em razão da constante alteração do nível do rio. Também foram encontradas peças de roupas e documentos, informou Medina. Todo o material foi entregue à equipe do 3º Distrito Policial de Cubatão, por onde as investigações sobre o caso deverão ocorrer.

Para o delegado seccional de Santos, Manoel Gatto Neto, a polícia ainda não tem certeza se o local encontrado é o mesmo da primeira ocorrência e de que o cemitério é utilizado por facções criminosas. “Entendemos que é prematura qualquer manifestação conclusiva, sendo que nenhuma linha investigação esta descartada”.

O delegado informou que as ossadas e os restos mortais achados já foram encaminhados para exames com o intuito de extrair o DNA e, assim, tentar identificar vítimas. “Parece que são de quatro pessoas”, disse, admitindo a possibilidade de existirem mais. “Estamos em fase de coleta de informações”, esclareceu.

11/05/2017

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