Relatório final confirma que helicóptero com filho de Alckmin tinha haste desconectada

Análise preliminar feita pela FAB em 2015 apontava que aeronave estava sem componentes fundamentais. Cenipa concluiu investigação do acidente que matou o filho mais novo do governador de SP e mais quatro pessoas.

Peritos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) concluíram que a haste de comando do helicóptero que caiu em abril de 2015 em Carapicuíba, na Grande São Paulo, estava desconectada. A reportagem do Bom Dia São Paulo teve acesso às informações.

O acidente matou Thomaz Rodrigues Alckmin, filho mais novo do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e mais quatro pessoas.

Sem o comando da haste o piloto consegue fazer a aeronave subir, porém, não realiza manobras para esquerda ou direita.

A análise confirma a versão apresentada pela Força Aérea Brasileira (FAB) em julho de 2015. À época, a FAB havia informado que os “controles flexíveis” e as “alavancas”, dois dos componentes apontados como “fundamentais” para o controle da aeronave durante o voo, estavam desconectados antes da decolagem.

O relatório final também destaca que a rotina de trabalho da equipe de manutenção sofria várias interferências e interrupções, além do acumulo de funções. Essas falhas impediram que o mecânico identificasse e corrigisse os problemas apresentados na aeronave.

Os peritos também constataram que havia um passageiro, não habilitado na aeronave, ocupando o assento do copiloto.

O relatório final da Polícia Civil, divulgado em dezembro de 2016, apontou problemas na manutenção da aeronave. Cinco funcionários da Helipark, empresa responsável pela manutenção, foram responsabilizados por três crimes relacionados ao acidente.

Entretanto, a Justiça e o Ministério Público não concordaram com a conclusão da investigação policial, que corrobora o relatório do Cenipa, e determinou que a promotoria siga à frente do caso.

g1

13/04/2017

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